mercredi 24 mars 2010

earth hour!


MARCH 27 2010
On this day at 8:30pm you will be able to simply, yet powerfully, demonstrate your Vote for Earth.
What is Earth Hour?
It is the single biggest mass-climate action ever seen.
What does it involve?
Simply turning off your lights for 1 hour. Earth's hour.

samedi 7 novembre 2009

mardi 18 août 2009

Cartas da Birmânia!

Nas ultimas décadas da Historia conturbada da Birmânia (actual Myanmar) Aung San Suu Kyi tem sido a lider inspiradora das tentativas para restaurar a democracia no seu pais.
Ao ser laureada em 1991 com o Prémio Nobel da Paz, o Comité Norueguês do Prémio Nobel declarou que ao conceder o Prémio Nobel a Aung San Suu Kyi, desejava "prestar homenagem a esta mulher pelos seus esforços incansaveis, e demonstrar o seu apoio aos povos em todo o mundo que lutam por alcançar a democracia, os direitos humanos e a conciliação étnica por meios pacificos".

Recentemente, mais uma vez, a dirigente do movimento democratico birmano, foi condenada a 3 anos de trabalhos forçados por não haver denunciado a presença de um americano, John Yettaw, que se havia introduzido na sua residência.
Logo apos o veredicto, um ministro leu um decreto especial redigido pelo chefe da junta militar que governa o pais, Than Shwe, diminuindo esta pena para 18 meses de prisão domiciliaria.
O regime militar no poder depois de 1962 atingiu o seu objectivo: impedir Aung San Suu Kyi de influenciar as eleições parlamentares previstas para o final de 2010. estas eleições são supostamente o preludio do estabelecimento de um "governo civil" baseado na Constituição adoptada o ano passado.

O caracter independente deste futuro governo deixa muito a desejar (como seria de prever) uma vez que a dita Constituição exige que o Chefe de Estado tenha uma longa experiência militar e reserva um quarto dos assentos parlamentares nacionais e regionais ao exército, garantindo assim que este continua a controlar o pais.

é demasiado evidente que não se espera nada de novo deste escrutinio, ao condenar Aung San Suu Kyi, que passou 14 anos em detenção depois de 1989 (altura em que o seu regresso ao pais coincidiu com o eclodir de uma revolta espontânea contra vinte seis anos de repressão politica e declinio economico), a uma pena mais leve do que a inicialmente prevista, parece que os generais quiseram limitar as reacções da população birmanesa mas também não romper as pontes com a comunidade internacional.

Aung San Suu Kyi sofre uma injustiça flagrante por travar um combate meritorio, ela bate-se depois de décadas contra uma das dictaduras mais ferozes do planeta. A sua face sempre sorridente e a sua fragil silhueta fizeram conhecer o combate que é travado num dos paises mais fechados do planeta, onde mais de dois mil prisioneiros politicos apodrecem nas prisões. la personifica a imensa esperança de liberdade que 47 milhões de birmaneses não têm qualquer meio de expimir. Manter a detenção sem razão valida permite à junta assegurar que as eleições previstas para o proximo ano não serão mais do que uma fachada.
O simulacro de justiça proposto pela junta birmanesa não é mais do que um pretexto suplementar para definitivamente meter na sombra esta militante pacifista. Os generais esperam que ela morra e que leve com ela para o seu tumulo a democracia e liberdade a que aspira o povo birmanês.
Ao longo dos ultimos vinte anos, Aung San Suu Kyi esteve privada de liberdade (ao ser mantida em prisão domiciliaria) cinco mil dias. Depois de 1988 os generais de Rangoon que se esforçam por a fazer calar, não conseguem refrear o ardor que ela suscita. Os anos que ela ja passou em detenção não fizeram esmorecer a esperança de paz e de democracia que ela incarna para a população birmanesa.
O destino desta mulher de excepção (e unico Prémio Nobel da Paz actualmente privado de liberdade) lembra- me o melhor do ser humano. A sua coragem é exemplo para cada um de nos, a força das suas convicções convidam-nos a nos excedermos a nos proprios, e é por isso que tem de se continuar a pronunciar este nome: Aung San Suu Kyi, continuar a defender o nome da grande Dama de Rangoon, porque o nosso silêncio e o esquecimento são as melhores armas dos generais birmaneses.